quinta-feira, março 30, 2006

A intemporalidade do sorriso

Parado num semáforo reparo num grupo de casais com idades entre os 65 e 75 anos. Não foi a idade deles que mais me chamou a atenção, foram os sorrisos abertos de alguém que pelas cores que veste tende muitas vezes a ocultar as alegrias do mundo que teima em continuar.

sexta-feira, março 24, 2006

Cores e cheiros

Hoje de manhã, enquanto falava sobre locais e sabores falou-se de um local que permanece em mim de uma forma muito especial. Estamos quase no tempo certo de o "revisitar" disseram-me, e eu logo me imaginei a admirar as cores pintadas pela natureza e o cheiro único que paira no ar. Falo do alentejo, concretamente da vista que se tem de um determinado monte que ao ser mostrado "por quem é de casa" toma e tomará um saber especial e eterno em mim. Aguardo por esse momento...

Ideais e prioridades...

Transcrevo um pensamento situado no tempo e muito contextualizado. Não o faço levianamente, aliás essa é uma das minhas características.

"Escrevo para me aproximar de mim, dos meus ideais e da minha e muito minha razão ou maneira de estar. Não sei viver futilmente e por vezes vejo quem me rodeia a viver (a meu ver, que é o que me interessa) dessa forma. Não tenho o direito de querer saber, nem quero. Não tenho direito de interferir, nem quero também, mas tenho a total liberdade de me afastar desses climas "cinzentos" e voltar a encontrar o "azul" com que me identifico e pretendo para a minha vida"

Mais uma noite juntos...

[22 de Março de 2006]

Eu apesar de cansado olho para ela a revirar uns pápeis sobre sobre protocolos. Admiro o empenho e a surpresa com que se depara à medida que o texto avança, a postura das mãos, os sarrabiscos, os sorrisos estridentes, o franzir da testa e o piscar de olhos. De vez em quando ela para, repara que a estou a olhar fixamente e pergunta "que foi?" e eu para mim penso sem dar qualquer resposta "o que foi ou é só faz sentido para mim e nesse instante chega-me o que vejo e o que sinto".

Mais um encounter

[14 de Março de 2006]
Mais um encounter , que é como quem diz, mais um teste de conhecimentos sobre o meu inglês. Desta vez foi uma canadiana de suaves modos que me faz olhar e de certa forma admirar, não só pelo aspecto mas também pela coragem e garra patente que na sua forma de andar e falar. São poucas as pessoas que me marcam, mas esta rapariga fez-me pensar, olhar, pensar e voltar a olhar... gosto disto, gosto de pessoas assim.

quinta-feira, março 16, 2006

Ó "amanhã"

Nesstes dias que temos passado, aqui neste país e região em que vivo, tem feito bom tempo. É inverno, mas o sol de primavera começa-nos a deliciar com a sua presença e desperta em nós de forma mais intensa a capacidade de amar e de estar bem com o outro. Ontem, foi um destes dias. Tive oportunidade de sair e deliciar-me com um belo dia que mais belo ficou após o despertar de uma tal capacidade que me deixou radiante e expectante sobre o "amanhã"...

Ó "amanhã", eu espero-te.

A ultra capacidade de pensar

É curioso o nosso subconsciente que mais subconsciente se torna quanto mais o consciente o tentamos tornar. Não adianta, "nasceu" para ser subconsciente e assim morrerá. Mas é curiosa a nossa capacidade de pegar nos actos do subconsciente e reflecti-los no nosso dia-a-dia, naquilo que pensamos e naquilo de faz de nós seres e actos de uma sociedade.

Ontem dei por mim a fazer um jogo mental sobre o que agora aqui escrevo. As conlusões que retirei e o que me levou a este jogo não as vou partilhar por dois motivos:
1º fazem parte do meu consciente e subconsciente (algo muito meu e apenas percebido totalmente por mim)
2º quero que o subsconsciente de quem lê, ou eu mesmo daqui a uns anos, desperte e reflicta sobre este jogo de "forças ocultas" que nos ocupam a vida sem que o consciente deixe que elas se sobreponham e atrapalhem o nosso dia-a-dia.

segunda-feira, março 13, 2006

"A perda e o ferrolho"

Ontem foi um dia optimo. Além do bom tempo que fez tive oportunidade de visitar a aldeia que se resume a uma visita aos meus avós e também a uma tia. Se há uns anos ir à aldeia era uma chatice porque não se passava nada, hoje é uma delicia poder conviver e ouvir as histórias contadas na 1ª pessoa sobre um passado que não é tão passado quanto isso. A título de exemplo e algo que me marcará para sempre é a história da "tourinha, da perda (sim da perda) e do ferrolho" que serviu para exemplificar um dinamismo que me caracteriza e no qual me identifico positivamente.

Enchi a alma e quero continuar para todo o sempre a por-me em cima da "perda para abrir os ferrolhos da vida".

quinta-feira, março 09, 2006

Breves momentos

Por vezes, breves momentos marcam o nosso dia. Há uns minutos atrás desfrutei de uma companhia que me diz muito. É certo, que neste caso, o meio envolvente não proporciona bons momentos, tais como aqueles a que estamos habituados a ter no nosso espaço, mas sem dúvida que esses breves momentos encaixados no cenário que temos ajudam a echer a alma, respirar bem fundo, sorrir e esperar calmamente a hora de partilhar totalmente o "mesmo mundo".

terça-feira, março 07, 2006

O amor e o tempo

Vem que o amor não é o tempo nem é o tempo que o faz.
Vem porque o amor é o momento em que me dou e em que te dás.

Nada que eu não soubesse...

Nada que eu não soubesse, mas o impacto da sua voz no meu cerebro fez um "plof" tremendo. Vingança, vingança, vingança... mas que raio de sentimento tão fútil é este que nós Humanos tendemos a fazer apenas e só para captar atenção... Certo? Não é este o sentimento que faz de nós suicidas, tal como os bombistas que se fazem explodir em nome de uma causa.

Pois eu sou jovem e assim quero permanecer, vejo o mundo com os meus olhos e não sei o dia de amanhã, mas à luz de hoje espero que Deus me dê sempre a lucidez para não achar que existem cumprimentos de causas em nome de vinganças que mais não servem para nos suicidar-mos.