sexta-feira, abril 28, 2006

Um novo e grande A paira no A

Nasce mais um dia, um belo dia.
O que me rodeia entolda-me os sentidos: o cheiro da manhã; os galos dos quais só oiço o cantar vindo de várias direcções; o ainda baixo sol que teima em quebrar as minhas vitrinas; e claro, os xilriar dos pássaros que me fazem lembrar a janela de alguém que muito quero e estimo.

Paris

[12 de Abril de 2006]

Paris - Já lá vão dois dias, mas eu não paro de me ver debaixo da torre eiffel a admirar a sua imponência e exoberância e a pensar para mim mesmo 'onde estaria o eiffel com a cabeça quando projectou tamanha obra?'

H P H

[8 de Abril de 2006]

Estou sentado numa sala de espera de um hospital público. As pessoas que me acompanham estão apreensivas, ora roendo as unhas, ora batendo com o pé e ainda de forma constante fazem-se "passear" pelos corredores em passos curtos (para demorar mais) de cabeça baixa.

A entrada de alguém no serviço de emergência, com apenas 37 anos e com uma paragem cardiaca fez toda a gente estremecer. Observo o pânico na cara de todos os presentes e penso "Quem somos nós neste mundo e porque é que teimamos em controlá-lo". Esta senhora que entrou tem um filho que não aparenta ter mais que 3 anos, ele não percebe o que se passa mas pergunta que espuma era aquela que a mãe tinha na boca. Eu olho-o e de lágrima no olho peço à minha Santa que ele nunca tenha que ter necessidade de perceber o que se passou.

Ainda nesta noite, fala-se da morte de alguém que perdeu um ente querido e eu fujo desses pensamentos como quem foge da chuva num dia de tempestade.

Finalmente fui salvo, pela senhora da limpeza que educadamente me ia contando certos episódios, mas rápidamente desviei a conversa para a intensidade de trabalho enquanto esperava (ansiosamente e assustado) pela pessoa que acompanhei.

seis e pico

[7 de Abril de 2006]

São seis e pico de sexta-feira. Continua a chover, mas hoje de forma particular paira uma magia no ar. Recostado no banco do meu carro observo o desabrochar do dia ainda sem a correria que lhe é característica e penso sem dúvida e entusiadamente no próximos dias que passarei na cidade considera a mais romântica do mundo.

domingo, abril 23, 2006

Lema da ambição

Existe um anúncio bem conhecido que fala de ambição e diz:

"a vantagem da ambição podes não chegar à lua mas tiras-te os pés do chão"

Uma "valente" verdade

Fim de tarde sorridente

[1 de Abril de 2006]

Assisto com serenidade a um fim de tarde e também ao final de uma semana de trabalho.
Aprecio sorridente os pais que no banco de trás dos seus carros, transportam os seus mais que tudo.

Pergunto-me nesta fase da minha vida quando e se vou ter direito a essa azafama que nos preenche como seres deste planeta.

Do cinzento ao azul em apenas algumas horas

Do cinzento ao azul em apenas alguma horas pode muito bem ser tema de uma daqueles livros que prometem uma aprendizagem rápida assumindo apenas algum tempo de leitura por parte do leitor. Não é isso que prentendo dizer, de forma alguma.

As vezes pergunto-me porque me entrego tanto às pessoas, porque quero eu apenas e só estar com elas pedindo-lhes que estejam simplesmente comigo. As vezes pergunto-me se esta forma de me dar não me destroi sem que os outros se apercebam e porque é que eu deixo isso (por amor? por feitio? por ambição?).

Este fim de semana estou a fazer algo que já devia ter feito há muito. Tirei tempo para mim, reflecti, avaliei-me e avaliei quem me rodeia... e hoje, domingo, aliás um domingo lindo repleto de sol e canto de passáros observo que a nuvem cinzenta pode felizmente passar facilmente graças a uma força que encontro em mim e graças à minha capacidade de olhar e observar o quê e quem me rodeia.

Para ti "miúda/mulher" de voz doce e olhar profundo não sabes o bem que me fizeste, não sabes o quanto gostei de te ouvir e de sentir a tua garra pela vida, fizeste-me pensar em mim e no que quero ser. Falamos breves minutos, não sei se te verei mais na vida mas aquilo que és e que disseste marcou-me e não o esquecerei tão cedo.

Sinto a minha alma a ficar azul...