Do cinzento ao azul em apenas alguma horas pode muito bem ser tema de uma daqueles livros que prometem uma aprendizagem rápida assumindo apenas algum tempo de leitura por parte do leitor. Não é isso que prentendo dizer, de forma alguma.
As vezes pergunto-me porque me entrego tanto às pessoas, porque quero eu apenas e só estar com elas pedindo-lhes que estejam simplesmente comigo. As vezes pergunto-me se esta forma de me dar não me destroi sem que os outros se apercebam e porque é que eu deixo isso (por amor? por feitio? por ambição?).
Este fim de semana estou a fazer algo que já devia ter feito há muito. Tirei tempo para mim, reflecti, avaliei-me e avaliei quem me rodeia... e hoje, domingo, aliás um domingo lindo repleto de sol e canto de passáros observo que a nuvem cinzenta pode felizmente passar facilmente graças a uma força que encontro em mim e graças à minha capacidade de olhar e observar o quê e quem me rodeia.
Para ti "miúda/mulher" de voz doce e olhar profundo não sabes o bem que me fizeste, não sabes o quanto gostei de te ouvir e de sentir a tua garra pela vida, fizeste-me pensar em mim e no que quero ser. Falamos breves minutos, não sei se te verei mais na vida mas aquilo que és e que disseste marcou-me e não o esquecerei tão cedo.
Sinto a minha alma a ficar azul...